Esta semana, o Copom decidiu. O mercado reagiu. E o debate sobre o equilíbrio entre austeridade e crescimento voltou ao centro da cena econômica brasileira.
O dilema do Banco Central: inflação de serviços versus crescimento
A decisão do Copom de manter a Selic em 10,5% foi unânime, mas o debate interno foi intenso. De um lado, a inflação de serviços — que continua acima da meta — exige cautela. Do outro, o crescimento econômico mostra sinais de desaceleração que preocupam.
Este é o dilema clássico de política monetária: apertar demais e matar o crescimento, ou afrouxar cedo demais e deixar a inflação se consolidar. O Banco Central brasileiro está navegando esse equilíbrio com mais habilidade do que os críticos reconhecem.
A semana nos mercados: o que os números escondem
O Ibovespa subiu 8,3% em julho. O real se valorizou. Os títulos públicos fecharam. Na superfície, tudo parece bem. Mas os números escondem fragilidades que o digest desta semana vai explorar.
Por que o Brasil cresce menos do que poderia
O Brasil vai crescer 2,4% em 2025 — abaixo do potencial estimado de 3%. A diferença não é conjuntural. É estrutural. E as reformas necessárias para fechar esse gap são conhecidas, mas politicamente difíceis.